terça-feira, 4 de junho de 2013

Homem de Ferro III

   

Perdendo apenas para Avatar, Titanic, Os Vingadores, Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II, Homem de Ferro 3 acaba de se tornar a quinta maior bilheteria da história do cinema e isso graças ao excelente planejamento e amarrações de roteiros gerenciados pelo Estúdio Marvel, do primeiro filme da franquia Iron Man até o longa dos Vingadores.
Enquanto em Homem de Ferro 1 vimos um Tony Stark se tornando um herói enlatado com complexo de Deus e esbanjando canastrice, em Homem de Ferro 2 encontramos uma personagem privatizando a paz mundial (palavras do próprio Stark) e lutando para não morrer nas mãos daquilo que ironicamente é sua fonte de poder (o reator de palladium no meio do peito), para finalmente em Homem de Ferro 3 acompanharmos a jornada de “morte e ressurreição” do principal vingador, “gênio, bilionário, playboy e filantropo” (fantástica frase de efeito em Os Vingadores!), que se verá impotente mesmo dotado de enorme inteligência e incontável riqueza. 

Os últimos minutos da película deixam espaço para outros projetos, da mesma maneira que encerram o ciclo criado no primeiro filme. Pela primeira vez assistimos mais de Stark, que passará um longo tempo de projeção sozinho e em busca de caminhos que levem à derrota do perverso vilão Mandarim. O tom nostálgico e reflexivo destes momentos cria o ambiente adequado para o grandioso clímax final, algo diferente dos filmes anteriores e é exatamente por isso, que este filme funcionaria perfeitamente bem como um desfecho derradeiro para Tony e seus brinquedos artificialmente inteligentes. Particularmente não acredito que este será o último longa, ou o último a contar com Robert Downey Jr no papel do protagonista, até porque “Bob” consegue arrancar contratos exponencialmente milionários a cada novo filme.
Sim, Homem de Ferro é apenas mais um filme sobre acontecimentos impossíveis e situações improváveis, mas isso não importa! Ainda mais aos fãs de fantasia e ficção, pois esta é a mais completa franquia dentro deste novo universo Marvel, divertindo e envolvendo o espectador comum com diálogos afiados, atuações precisas oriundas de atores de peso (vale lembrar que o estúdio foi pioneiro ao investir em elencos milionários para elevar o nível dos filmes de heróis, até então desacreditados), efeitos especiais críveis, ao mesmo tempo em que agrada aos fãs de quadrinhos de longa data, com referências diretas dos gibis (os anéis de Mandarim, a armadura do Patriota de Ferro, a Mark 42 sendo recarregada na tomada e assim por diante).

Infelizmente os milhões investidos em cada projeto obrigam os roteiristas a darem mais espaço de tela a Stark e suas batalhas, deixando poucos minutos para os vilões tentarem, sem sucesso, roubar a cena. Por isso fizeram mau uso do eterno Dude Jeff Bridges (Obadiah Stane) na Parte Um, quase acertaram com Mickey Rourke (Ivan Vanko – Whiplash, que por sinal foi o melhor vilão até o momento) na Parte Dois e não conseguiram convencer com o esforçado Guy Pearce (Aldrich Killian) que perdeu espaço para o fantástico e hilário Sir Ben Kingsley (Mandarim) nesta Parte Três.

Homem de Ferro
é um filme para quem gosta do cinema bem realizado e bem atuado (ao menos por porte dos protagonistas). Para quem adora uma boa aventura e para todos os espíritos jovens que conseguem se entregar a uma viagem fictícia sem medo e vergonha. Ou seja, minha recomendação MÁXIMA!!!

Um abraço e até a próxima!

Texto de Eligio W. Junior.

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