terça-feira, 14 de maio de 2013

Evil Dead - A Morte do Demônio



Antes de se tornar mundialmente conhecido pela primeira trilogia do Homem Aranha, o jovem Sam Raimi teve a ideia de fazer um filme sobre um demônio que perseguia jovens para tentar possuir suas almas em uma cabana, no meio de uma floresta. Com esse argumento em mãos, nascia A Morte do Demônio (1981), título escolhido pela Look Filmes, distribuidora brasileira do filme que foi sucesso em todas as locadoras da época.

Sam Raimi já havia criado uma prévia do clássico em 1978, quando dirigiu o curta metragem Within the Woods e após três décadas do lançamento desde verdadeiro cult, Raimi retorna o universo que criou, mas desta vez como produtor do remake dirigido pelo uruguaio Fede Alvarez, conhecido pelo curta scifi Ataque de Pánico! (2009).
 
Diablo Cody (premiada pelo roteiro de Juno) reescreveu a premissa de jovens sendo perseguidos na floresta por uma entidade, para uma jovem que, com ajuda de amigos e um irmão, tenta se livrar da dependência química em uma cabana de herança familiar. Por não aceitar a renúncia e precisar lidar com as consequências da abstinência, a protagonista apresenta atitudes alucinantes e nada coerentes, no mesmo momento em que um professor universitário liberta o demônio aprisionado em um livro escrito com sangue e feito por tecido humano, o mesmo O Livro dos Mortos do longa original.
 
 
Adaptada para uma realidade atual e mais coesa, esta nova versão é extremamente violenta e agonizante, abandonando o suspense original e o humor característico da década de 1980. Fede Alvarez demonstrou coragem ao manter a nojeira do original, porém indo além e abusando com um gore de dar inveja a qualquer Jogos Mortais. Alvarez também retratou alguns elementos clássicos que agradaram a maioria dos fãs, apesar de muitas cenas não fazerem jus ao clássico, que por sinal foi um divisor de águas. Até por isso me pergunto: era realmente necessário efetuar este remake?
 
 
Raimi e Alvarez já comentam sobre uma possível futura trilogia, ou mesmo sobre a volta do saudoso Ash à sua eterna cabana, algo que certamente animaria antigos fãs como eu, pois confesso que esta repaginada me causou mais mal estar do que a diversão que senti décadas atrás.
 
A propósito, não perca a cena pós-créditos!
 
Texto de Alex Heilborn

Nenhum comentário:

Postar um comentário